Seis habilidades profissionais que serão valorizadas em 2015

Há oportunidades no horizonte. Listamos seis pontos importantes para quem quer se destacar no próximo ano.

Quais habilidades os profissionais de TI deveriam acrescentar em suas “caixas de ferramentas” nos próximos doze meses? Para descobrir a resposta a essa pergunta, a CIO.com indagou especialistas e tentou direcionar o comportamento e interesse das organizações na busca por colaboradores – indicando quais serão mais procurados e bem pagos. A ideia, com isso, é também ajudar no direcionamento da carreira para o médio e longo prazo.

David Foote, analista e líder de uma consultoria que leva seu sobrenome, preparou um questionário e coletou informações junto a 734 profissionais. Abaixo, ele lista as habilidades mais valorizadas no próximo ano.

1. Nuvem – A adoção tecnologias em nuvem segue uma escalada constante. Aos poucos, o modelo passa a uma posição de protagonista dentro das organizações, com algumas consultorias indicando que cloud já faz parte da rotina de 90% dos departamentos de TI mundo afora.

“As empresas descobriram, de fato, a computação em nuvem há cerca de quatro anos e o contexto tem sido volátil desde então. Agora: as companhias vão continuar a investir em cloud? A resposta é ‘sim’”, enfatiza Foote, reforçando que trata-se de uma área que puxará a contratação de pessoas que tenham talento e habilidade nesse quesito.

2. Arquitetura – À medida que novos conceitos avançam, as estruturas organizacionais e sistêmicas ganham ainda mais complexidade. Com isso, as companhias passam a se preocupar mais em criar uma arquitetura eficiente que permita adicionar valor e velocidade a operações.

“Sabemos que muitas empresas estão transformando suas estruturas e arquiteturas tecnológicas de maneira intensa. Nesse caso, tem contratado muitos arquitetos para os processos de reestruturação de negócios e isso é algo que não pode ser ignorado”, direciona o especialista.

3. Big data – Extrair inteligência de grandes volumes de dados é atrativo às organizações por diversos motivos. Infelizmente, algumas empresas mergulharam nas promessas do hype no passado e não colheram os benefícios apontados – o que as fez adotar uma postura mais conservadora.

Contudo, com o amadurecimento e solidificação do conceito, a habilidade em big data retoma importância para as companhias, acredita Foote, que espera crescimento significativo na contratação/valorização de profissionais com esse perfil em 2015.

Logo, adicionar conhecimentos nessa frente ao seu currículo, muito provavelmente, fará de você um profissional mais valorizado.

4. Design de aplicação – Desenvolvimento de aplicações segue como uma área quente. A demanda toca profissionais com habilidade de criarem sistemas tanto para dispositivos móveis quanto para computadores “tradicionais”. Para não ficar em um discurso muito vago, Foote sugere duas frentes para direcionar o foco: JavaFX e interface/experiência dos usuários. As organizações tendem a alavancarem suas estratégias digitais no futuro, o que demandará pessoas com conhecimento em design.

5. Segurança – Os acontecimentos de 2014 ligaram sinais de alerta nas empresas para o próximo ano. A lista de companhias atacadas por cibercriminosos traz nomes como Sony, eBay e Target. “Segurança é uma habilidade em ascensão”, comenta o especialista, prevendo que o tema chegará ao mainstream ainda em 2015.

6. Gestão, processo e metodologia – Saber elementos de gestão de projetos figura como um elemento fundamental nas tarefas de TI. O especialista avalia que essa continuará sendo uma habilidade valorizada no próximo ano. O mesmo vale para o conhecimento de algumas metodologias que ajudem a garantir entregas e melhorias nas operações de tecnologia.

Fonte: Computerworld / EUA

Anúncios

Processos e pessoas

image

Autor: desconhecido

Domine as seis esferas de governança em TI, ou fracasse

O portfólio de serviços e produtos de TI cresce em ritmo acelerado. Por conta dessa expansão, CIOs são obrigados a readequar os mecanismos de controle e organização

Áreas comerciais conhecem o rotineiro confronto com a implantação de recursos de TI em seus processos, mas a influência da tecnologia da informação se estende aos segmentos de produção e de prestação de serviços.

Na opinião de Peter Ratzer, sócio da Deloitte, a crescente aplicação da TI em processos comerciais, e na produção e em serviços, aumenta o valor desses recursos no processo de geração do valor dos negócios. Em consequencia disso, cabe aos CIOs abandonarem o estilo de governança predominantemente voltada à TI e assumirem uma postura focada na orientação comercial da TI, voltada à geração de valor para a empresa.

Uma estratégia que pode ser útil aos CIOs é a divisão dos procedimentos em seis esferas, a saber:

Organização da TI
Processos de gestão de TI
Gestão da demanda e suprimentos em TI
Gestão de riscos e de desempenho da TI
IT Compliance
Cultura corporativa

Em seguida, Ratzer explica como gerir cada um desses domínios e quais foram as modificações que sofreram em função das novas necessidades de gerar valor aos negócios da corporação.

1. Organização da TI

Ano passado, muitas empresas padronizaram e centralizaram fortemente a TI. Ocorre que essa centralização gera enorme complexidade aos gestores e pode criar um abismo entre a TI e o negócio da organização.

Com a TI de orientação comercial, de produção e de serviços predominante, os CIOs precisam gerir as diferentes interfaces de forma eficiente e efetiva. O que requer que a centralização dos processos seja posta em segundo plano por determinado tempo.

Apenas dessa maneira será possível posicionar os alicerces organizacionais que prendem a estrutura de TI aos diferentes processos e promover uma melhor transmissão das necessidades à TI e uma posterior solução apropriada.

2. Profissionalização da gestão de processos de TI

Por conta da tendência de industrializar serviços de TI, vários processos padronizados são exportados para os provedores de serviços de TI. Isso gera um compromisso maior entre a empresa e os processo informatizados que permanecem à empresa e são geralmente de cunho comercial. Com esse movimento, a carga de trabalhos técnicos dos gestores de TI cai substancialmente. Se, por um lado, os CIOs precisam investir na exportação de processos, também lhes é requerido que incrementem a capacidade dos recursos de TI internos, com o objetivo de gerar suporte aos processos comerciais.

3. Separação das gestões

A invasão da TI nas diversas áreas da empresa faz esmaecer a fronteira entre a gestão de fornecedores e de demanda.

Acontece que determinar de maneira precisa as interfaces de contato com clientes e com fornecedores é um fator crítico de sucesso na otimização dos processos. Responsabilidade do CIO.

Vale ressaltar que as interfaces com clientes e com fornecedores dispensam a aplicação de princípios e de gestão distintos. Se, pelo lado da gestão de demanda é necessário um conhecimento prévio acerca do negócio da empresa, as relações com fornecedores exigem atenção especial aos aspectos econômicos da transação.

4. Gestão de desempenho e de risco

Em épocas passadas, essa gestão era orientada aos riscos de ordem técnica e às métricas da TI. De agora em diante, espera-se uma gestão que dialogue com os mesmos fatores, mas seja orientada a outros ambientes da empresa. De pouco adiantam soluções de cálculo de riscos que funcionam afastadas de potenciais focos de turbulência ou apresentam sinais de difícil interpretação.

5. TI-Compliance

Antigamente a regulamentação de TI era algo dirigido apenas a segmentos bastante específicos, ao passo que atualmente faz parte da realidade de uma grande variedade de serviços. Por força das altas multas que incidem em casos de indisponibilidade e/ou prejuízo de dados, o assunto ganhou a atenção dos executivos de alto nível.

Os fatores de sucesso na gestão de regulamentações são a definição clara acerca das responsabilidades e dos recursos e o distanciamento entre as políticas e a complexidade intrínseca ao desenvolvimento dos negócios.

A sugestão é a criação de um cargo executivo voltado à gestão das regulamentações, o CCO (Chief Compliance Officer), focado no desenvolvimento de soluções para garantir robustez aos negócios da corporação.

6. Cultura Corporativa

A relação entre a corporação e a TI deve ser promovida de empresa para empresa, entre sócios e colaboradores. O paradigma puramente técnico, alimentado por anos no seio das TIs, deve ser desconstruído. Em seu lugar, os técnicos e outros colaboradores do departamento devem passar a enxergar suas funções como recurso primordial na geração de valor para os negócios da empresa.

Para impulsionar tal tendência, sugere-se que, logo no processo de seleção de candidatos às vagas, seja ressaltado que essa é a visão esperada do novo colaborador.