5 recomendações do Gartner em infraestrutura e operações

Até 2020, 80% dos projetos de modernização ficarão aquém das metas de redução de custos devido a uma falha na simplificação e na resolução de uma complexidade que é desnecessária

Líderes de Infraestrutura e Operações de TI (I&O) devem estar atentos à importância de planejar os ambientes de TI antes de iniciar aquisições, diz o Gartner. Segundo a consultoria, as empresas geralmente iniciam a modernização de suas infraestruturas de TI Bimodal gastando com novas tecnologias e talentos, quando, na realidade, deveriam antes avaliar, racionalizar e simplificar seus ativos e sistemas já existentes.

Em muitos casos, os líderes de I&O podem simplificar suas infraestruturas sem a necessidade de investimentos adicionais significativos em Capex (despesas de capital) ou Opex (despesas operacionais). “Isso cria uma plataforma mais forte para avançar e investir com sabedoria para o posicionamento da TI no coração do crescimento dos negócios”, afirma Phil Dawson, Vice-Presidente de Pesquisas do Gartner.

Até 2020, a consultoria prevê que 80% dos projetos de modernização ficarão aquém das metas de redução de custos devido a uma falha na simplificação e na resolução de uma complexidade que é desnecessária.

A consultoria recomenda cinco passos para alcançar resultados otimizados com a modernização da I&O nas organizações:

1. Refaça seu inventário de servidores para solucionar a proliferação aleatória dos mesmos
As organizações nesta etapa possuem uma infraestrutura altamente ineficiente, marcada pela propagação aleatória de servidores, cujos sistemas foram adicionados com segurança para satisfazer às necessidades específicas das unidades de negócios ou para as quantidades de trabalho específicos. Os líderes de I&O devem abordar o tema, produzindo um inventário detalhado de recursos para, uma vez concluído o levantamento, conseguir informações necessárias para iniciar um processo de consolidação e racionalização.

2. Desenvolva ferramentas e processos de gerenciamento comuns
Quando os recursos desnecessários tiverem sido removidos, será um bom momento para implementar uma governança que envolva toda a infraestrutura de TI, incluindo a rede definida pelo software, a infraestrutura de computação e o armazenamento. Isso pode permitir a medição do sucesso de todas as etapas seguintes.

3. Reduza o número de locais comuns em uma infraestrutura
A partir deste ponto surgirão oportunidades para reduzir o número de espaços físicos na infraestrutura de TI, o que deverá diminuir os custos imobiliários, bem como simplificar a gestão e o abastecimento de informações. Muitas vezes, o processo envolverá o deslocamento do Data Center ou o reexame das reservas para as operações de automação integrada (lights out) e de gestão de escritórios remotos.

IO

4. Renove a infraestrutura por meio da consolidação da quantidade de trabalho e automação
Essa etapa pode ser complexa e o objetivo geral é reduzir ainda mais os recursos físicos ao aumentar a densidade e a eficiência da carga de trabalho (workload) de cada servidor. Normalmente, a virtualização é usada para que caibam mais tarefas em cada recurso físico e para reduzir o custo total de infraestrutura de TI. Este procedimento é um ótimo momento para identificar o workload e os processos que são bons candidatos para a automação e, com isso, aumentar ainda mais a eficiência da infraestrutura.

5. Racionalize a variedade e o tipo de itens de sua infraestrutura
Com o número de recursos físicos reduzido, o próximo passo é racionalizar a quantidade e o tipo de recursos lógicos presentes dentro da infraestrutura das organizações.

“Inicialmente, essa última etapa é preocupante, principalmente, com a padronização de infraestrutura para um modelo comercial, pronto para o uso e geralmente alcançado com implementações e virtualizações definidas por software. Trata-se de um processo contínuo à medida que novas demandas corporativas são inseridas na infraestrutura de TI das organizações, fazendo com que os processos antigos e as cargas de trabalho dos servidores tornem-se redundantes”, finaliza.

Fonte: CIO
Anúncios

A Internet das Coisas já está entre nós

Especialistas que participaram do MIT’s CIO Symposium observam que empresas podem utilizar TI existente para explorar o conceito

Os desafios técnicos que atualmente acompanham os projetos da Internet das Coisas não deveriam impedir as empresas de procurar significado nos dados reunidos a partir dos dispositivos conectados. As soluções, no fim do dia, podem estar mais próximas do que aparentam.

“A tecnologia da informação por trás de IoT – que inclui sensores, data centers e softwares de analytics – já existe há algum tempo. O novo desafio é fazer esses sistemas e componentes diversos trabalharem juntos”, afirmou Phil Regnault, vice-presidente de consultora da Hitachi, em uma palestra proferida no MIT’s CIO Symposium.

De acordo com Richard Soley, diretor executivo do Industrial Internet Consortium, ferramentas de análise e armazenamento de dados, consideradas tecnologias chave da Internet das Coisas, são acessíveis nos dias de hoje. “Não há desculpa para não se usar esses recursos atualmente”, sentenciou.

“Menos de 10% dos dados reunidos pelos sensores são usado pelas empresas”, assinalou Michael Chui, sócio do McKinsey Global Institute, acrescentando que, na maioria dos casos, as empresas têm a infraestrutura para processar o grande volume de dados.

Mas há momentos em que a recursos computacionais para captar esses dados precisam evoluir. Por exemplo, não existe rede capaz de conectar todos os motores de um avião e transmitir instantaneamente os dados valiosos gerados por eles. “A transmissão em tempo real ainda irá melhorar, mas já existem coisas a serem feitas hoje”, projeta Chui.

Ele não está errado. Alguns dos obstáculos para a adoção de IoT não são necessariamente técnicos. Segundo Regnault, o maior deles é a separação dos lados operacionais e de TI do negócio.

Os CIOs e os profissionais envolvidos na operação precisam se relacionar de forma eficiente para lidarem com projetos como equipar os veículos da empresa ou a produção de equipamentos com sensores.

“Com a internet das coisas, a equipe de TI será literalmente incorporada aos negócios”, explica Chui, que prossegue: “Isso dá nova função aos CIOs, cujo trabalho até agora era focado em problemas técnicos como gerenciamento de data centers e dispositivos móveis”.

Os fornecedores têm feito um trabalho ruim ao explicar aos executivos como projetos de IoT podem beneficiar uma empresa. Ao invés de discutirem sensores e dados, as conversas deveriam girar ao redor de benefícios ao negócio.

“Líderes empresariais respondem melhor a discussões sobre como dados do sensor podem ajudar um sistema de refrigeração a operar de forma mais eficiente e reduzir a conta de energia”, defende Regnault.

Também existe a falsa impressão de que projetos de IoT precisam ser exageradamente elaborados, mas até esforços simples podem gerar impacto substancial.

Uma aplicação simples para os varejistas seria eliminar a necessidade de seus funcionários baterem ponto com distintivos que automaticamente desempenhariam essa função quando eles entrassem na loja, permitindo que começassem a trabalhar automaticamente. Automatizar esse processo economizaria alguns minutos por empregado, o que, multiplicado por dúzias de pessoal a cada turno, poderia ter benefícios econômicos claros.

Problemática
Os palestrantes do MIT’s CIO Symposium também debateram problemas levantados pela Internet das Coisas, sobretudo de segurança. “Conectar os dispositivos à internet pode aumentar as ameaças de ataques potenciais, dificultando a segurança”, argumenta Chui. “Ataques acontecerão”, concorda Soley, para contrapor: “Mas as pessoas não deveriam esperar total segurança no mundo digital quando ela sequer existe no mundo físico”, conclui.

Fonte:http://cio.com.br/tecnologia/2015/05/22/a-internet-das-coisas-ja-esta-entre-nos/

Oito lições de TI aprendidas a partir das Olimpíadas de 2012

As olimpíadas de Londres testemunharam mais dados movendo-se ao redor do mundo do que nunca. Os aplicativos, a infraestrutura e o conhecimento técnico necessários oferecem valiosas lições para os CIOs.

Para os CIOs, um grande evento esportivo que atraiu mais de 1 bilhão de visitantes para sua página oficial e duplicou o número de espectadores na página da NBC Olympics fornece uma boa lição sobre como gerir sua infraestrutura, evitar resultados inesperados e manter suaves as operações da empresa, mesmo durante um grande pico de tráfego de rede.

As oito lições de TI listadas abaixo podem ajudá-lo a melhorar os serviços em seu data center ou reforçar o monitoramento just-in-time da rede.

1. Inteligência de negócios pode expor os dados de novas formas
A QlikTech revelou alguns fatos surpreendentes durante os jogos quando executou  ao vivo um aplicativo de inteligência empresarial chamado QlikView para 30 atletas mais populares. Segundo Anthony Deighton, o CTO da QlikTech, este aplicativo de BI chegou a ajudar os telespectadores a preverem quem poderia ganhar o bronze, a prata ou o ouro em determinada prova. A lição é sobre a descoberta de dados que um CIO pode não ter visto antes de utilizar resumos rápidos e dispostos visualmente. Ele diz que a convergência das redes sociais com a inteligência de negócios captura o poder das plateias para acelerar as decisões.

2. Observe as redes durante as transmissões online
Mark Urban, especialista em segurança de redes da Blue Coat, uma empresa que cria ferramentas para caching de redes, diz que um funcionário assistindo uma transmissão em alta definição das Olimpíadas pode consumir até 30% de uma conexão T1, de acordo com o próprio monitoramento de rede da empresa. Urban diz que existem custos diretos para esta saturação de vídeo, a maioria deles relacionada à administração de redes para eventos ao vivo e gravados. Este ano, diz ele, as visualizações em canais do YouTube duplicaram para 53 milhões.

3. Redes sociais podem aleijar os serviços GPS
Durante um evento em Londres, fãs tuitando sobre uma corrida de bicicleta interferiram nas operações de rede. A interrupção significou que as emissoras não puderam fornecer informações baseadas em GPS sobre a velocidade e localização dos ciclistas. Brian Jacobs, um gerente de produtos sênior da Ipswitch Network Management, diz que o problema poderia ter sido evitado utilizando programas de administração de rede que colocassem um limite específico de atividade em uma página em particular (incluindo o Twitter). Para os CIOs, a lição está em garantir que exista um plano de contingência para manter uma rede ativa e funcionando.

4. Faça um teste de estresse com sua página utilizando a nuvem
Simulações podem ajudar a evitar desastres. Para a página oficial London2012.com, o Comitê de Organização de Londres (LOC) utilizou o software de testes SOASTA para simular até 1 bilhão de pessoas acessando o site a partir de todos os países do mundo. O programa CloudTest utiliza 17 servidores para atacar uma página de internet e descobrir se a mesma sobreviverá ao uso intenso durante um evento em particular. Paul Bunnel, arquiteto líder para o LOC, diz que o comitê utilizou o SOASTA para testes de estresse em provas populares específicos, como a final dos 100 metros.

5. Planeje envios e treinamentos em massa 
Uma interessante lição dos Jogos é sobre como administrar um acúmulo em massa. Foi pedido que a Acer fornecesse a maior parte da infraestrutura de Ti com servidores, notebooks e dispositivos móveis. Para preparar-se para os jogos, a empresa enviou 420 pessoas para instalar, testar e gerir o equipamento de TI. Todd Olson, o administrador do programa Acer nas Olimpíadas de Londres, diz que sua equipe foi enviada inicialmente em 2009 e treinou o LOC antes dos primeiros eventos. Ele diz que o maior desafio foi garantir que o LOC poderia manter seu treinamento para o agitado treinamento de duas semanas.

6. Proteja dispositivos perdidos ou roubados
A Venafi, uma empresa de proteção de empreendimentos, conduziu uma pesquisa de estudo por telefone e descobriu que existe um potencial de 67 mil telefones que podem ser perdidos durante o período de duas semanas.  Curiosamente, o porta-voz da Venafi, Gregory Webb, diz que o conceito de um perímetro de segurança para dispositivos móveis simplesmente não irá funcionar no sentido físico. Já que muitos celulares perdidos serão relacionados a negócios, a única solução é codificar os dados. Webb diz que a lição está em proteger não apenas os servidores, mas os próprios dados e como os mesmos são acessados.

7. Evite altos perfis de fraude
Muitos eventos geram grandes tentativas de fraude, e as Olimpíadas não são exceção. Durante os Jogos,  participantes e telespectadores são, muitas vezes, apanhados na emoção da competição e podem virar presas de anúncios súbitos de notícias falsas, tais como tuites sobre um criminoso famoso sendo capturado com um link para saber mais sobre a informação.

Ondrej Krehel, o chefe de segurança da informação da IDentity Theft 911, diz que os ataques de engenharia social têm um pico durante as principais provas. A lição para qualquer empresa é a de que os funcionários devem ser mais susceptíveis a novas técnicas de hackers caso estejam distraídos.

8. Reforce a capacidade de seu data center
Antes de qualquer evento de grande importância, especialmente da magnitude dos Jogos Olímpicos, certifique-se de que seu centro de dados possa lidar com a investida. Neil Cresswell, diretor administrador de infraestrutura da Savvis, diz que a empresa se preparou para as Olimpíadas por 18 meses. Ele adicionou um quarto data center em Londres, aumentando a capacidade de megawatts na área Oeste da  cidade para o caso de existir qualquer problema de transporte de combustível. Por último, a Savvis limitou a manutenção não crítica durante os Jogos.
Fonte: CIO