Por que os líderes de TI temem o ITIL

Change - Blue ButtonNão são poucas as resistências enfrentadas pelas equipes de TI sobre ITIL. A maioria delas, alertam os especialistas, vem do medo e o medo pode comprometer a estratégia inteira

Não são poucas as resistências enfrentadas pelas equipes de TI sobre ITIL. A maioria delas, alertam os especialistas, vem do medo e o medo pode comprometer a estratégia inteira.

Para ajudar a endereçar a reduzir as confusões em torno do ITIL, a especialista em gestão Linh Ho compilou uma lista dos principais temores em torno da biblioteca britânica nos ambientes corporativos.

Confira quais são e entenda como é possível dominá-los.

1. Mudança
O temor de mudança é comum em vários aspectos da vida e do trabalho, mas Linh diz que muitos executivos de TI temem o ITIL com medo de perder o emprego. A executiva concorda que o ITIL representa uma grande mudança, mas adiciona que em muitos casos, a biblioteca traz a possibilidade de novas colocações.

Por exemplo, organizações de TI podem designar funcionários como donos de processos ou gerentes de mudança. Entretanto, Linh ressalta que gerentes de TI devem antecipar para suas equipes que uma mudança cultural profunda deve acontecer com esses procedimentos.

2. Controles
Uma das razões pelas quais os gerentes querem ter ITIL na empresa é a eficiência. E para provar mais eficiência, departamentos de TI devem medir a eficácia dos processos antes e depois de ITIL.

“O ITIL impulsiona a necessidade de medir e reportar a qualidade do serviço. Os temores da TI começam a ser vistos frequentemente, mas existem coisas que precisam mesmo ser medidas”, coloca.

Um exemplo é estar apto a medir e reportar a qualidade do serviço de uma forma razoável para provar aos consumidores que você está entregando serviços de TI como o esperado. E, se os serviços melhoram, a medição vai mostrar à companhia que TI merece ser recompensada por seus esforços e melhorias.

3. Limitações de processos
Outros temem que ter processos rígidos vá trazer gargalos de TI ao ponto de levá-lo próximo à ineficiência.

Linh diz que o ITIL oferece flexibilidade nos processos e está baseado em um modelo de encontro e uso, para que os clientes possam escolher o que funciona para eles e para seu ambiente.

4. Investimento
O tempo, as pessoas e os investimentos são algumas barreiras potenciais para a adoção do ITIL. Os gastos muitas vezes são o principal ponto de restrição sobre a adoção da biblioteca.

“Para mim, parece que eles precisam de um amplo investimento adiantado para treinar as pessoas e acelerar o processo, mas a realidade é que, uma vez feito, a compensação de longo prazo é muito melhor em termos de redução de custos e serviços”, relata.

5. Jargões
O ITIL se tornou mais um jargão da indústria, que faz com que alguns gerentes de TI duvidem de sua real validade – especialmente considerando que ele se trata de processos e não de um produto tangível. A executiva alerta que alguns departamentos de TI não deveriam somente “entrar na onda” sem avaliações mais profundas.

“O nível de interesse sobre ITIL está crescendo, mas isso não significa que é algo que sirva para todas as organizações. Não conserte algo que não está quebrado em sua organização só porque a indústria está apontando para essa tendência agora. O ITIL ou se encaixa ou não nas necessidades das organizações”, aponta.

6. Seleção de processos
Como o ITIL utiliza quase dez processos distintos, muitas empresas temem escolher os processos errados para implementá-lo. A preocupação varia desde gastar tempo e dinheiro em recursos em um projeto que nunca vai se pagar.

Linh diz que quando for selecionar processos, os gerentes de TI devem manter essa seleção de forma simples e direta, relacionando suas escolhas às metas de negócio.

“As organizações precisam apenas priorizar suas melhores áreas de necessidades e seus melhores problemas de negócios que são solucionáveis com ITIL – e comece por lá”, diz ela.

7. Complexidade
A versão de ITIL 3.0 inclui cerca de 50% a mais de informações e materiais quando comparada à versão anterior. O medo de complexidade em torno dos processos remete novamente ao medo de mudança.

“As pessoas parecem estar preocupadas sobre os processos e sobre as melhorias continuas e em estar com a faca e o queijo na mão. Os papéis definidos para o ITIL resultam em comunicação ampliada, colaboração e consistência e isso é uma boa coisa, na verdade”, comenta.

8. Expectativas executivas
Não apenas os líderes de TI têm de abraçar o ITIL, mas também a direção executiva. Linh diz que muitos líderes de TI temem que seus esforços de ITIL não vão atender as expectativas das áreas de negócios.

“De forma alguma o ITIL é a bala de prata que vai resolver tudo em TI. Essas expectativas devem ser gerenciadas proativamente”, comenta.

9. Tamanho da organização
Alguns departamentos de TI ignoram o ITIL em virtude de sua estrutura enxuta, e consideram que o framework de melhores práticas aplica-se apenas a companhias da Fortune 500 ou grandes agências governamentais. O temor é que esses processos poderiam ser perdidos em ambientes menores.

Mas isso não é necessariamente verdade, diz Linh. ITIL é um framework flexível que não apresenta um método pré-determinado.

“O ITIL se adapta completamente a ambientes de todos os tamanhos”, diz.

10. Criatividade restrita
Boa parte dos profissionais de TI simplesmente acreditam que os processos do ITIL vão inibir sua criatividade no que diz respeito à lidar com a tecnologia.

“Primeiro: quando as organizações colocam suas áreas de TI em ordem, elas podem se distanciar das fórmulas criativas e ‘apagadoras de fogo’ para um formato criativo e proativo”, ressalta. “Quando processos efetivos existem e são seguidos, uma fundação existe sobre a criatividade que é estimulada”, relata.

Depois de ver quais são alguns dos principais temores dos gestores de TI sobre o ITIL, comente abaixo: sua empresa realmente têm medo de algum desses fatores?

Fonte: NetworkWorld

Anúncios

Como melhorar o relacionamento da TI

A integração de diversas áreas e o bom relacionamento entre pares são fundamentais para o sucesso dos projetos de TI

Executivos de tecnologia vivem em um mundo de mudança no qual as únicas constantes parecem ser a busca por melhora contínua do desempenho, aumento de produtividade e colaboração com os pares. Neste ambiente altamente integrado e matricial, existem muito poucas pessoas e muito trabalho para que a gente se afaste dos outros. Nós nos apoiamos em nossos colegas para compartilhar conhecimento, resolver problemas em conjunto, fornecer dados e encontrar suporte para nosso trabalho.

Mas a colaboração bem-sucedida demanda tempo e esforço concentrado.

Por onde começar? Veja algumas dicas:

Comece com o ‘por que?’
As pessoas têm muito a fazer. Se eles não entenderem a verdadeira importância da colaboração, não farão nada. Por exemplo, alguém pode até concordar que a colaboração irá melhorar o atendimento ao cliente. Mas isto não é motivo suficiente para insistir na colaboração e trabalhar além dos limites de sua área quando o deadline se aproxima e a pressão aumenta. Porque perder tempo com um conceito que pode ter resultados ou não?

Um argumento muito mais convincente seria “o departamento X trabalha com os seus clientes todos os dias. Se nós não desenvolvermos um relacionamento próximo com eles, nunca saberemos o suficiente para atender nossos clientes da maneira correta.” Com isso, fica claro o que é crítico, o que é necessário e quais as consequências de não colaborar.

Este tipo de argumento é o primeiro passo para construir relações bem-sucedidas entre as áreas da companhia. Para entender a motivação, responda às perguntas abaixo:
1 – O que está em jogo para a empresa e para os clientes se as divisões não colaborarem?
2 – O que cada grupo tem que os outros precisam?
3 – Porque alguns precisam de outros para melhorar o desempenho?

Construa relações pessoais
Simplesmente concordar com a colaboração não faz ela acontecer. Para ser bem-sucedida, a colaboração leva tempo, interação e esforço.

Se uma organização precisa de sinergia entre divisões, as pessoas devem construir bom relacionamento com as outras equipes. Isto não acontece na noite para o dia. Relacionamentos se fortalecem quando as pessoas criam confiança umas nas outras. Isto vem com o tempo, conforme um sabe o time do coração do outro, a paixão por filmes antigos ou a preferencia por comida vegetariana.

Isto é a fundação para que se crie a confiança no relacionamento. Confiança existe quando as pessoas podem contar com as outras para fazer o que querem fazer e para agir com intenções positivas. A melhor maneira de construir confiança é sendo confiável. Se um compromisso não puder ser honrado, aja proativamente e explique a situação, e desenvolva um plano de contingência para manter a parceria positiva.

Com confiança, as pessoas percebem que têm poderosos aliados na organização. Estas pessoas são aquelas com quem irão converser quando as políticas organizacionais estiverem confusas, as prioridades mudarem ou circustancias especiais demandarem atenção diferenciada. Existe um benefício adicional em desenvolver esses relacionamentos entre as divisões: as pessoas podem fazer amigos no trabalho, o que, de acordo com um estudo do Gallup, é um dos principais indicadores de satisfação no trabalho.

Fique atento à execução
Ficar atento à execução não precisa ser algo difícil. Em uma reunião com representantes-chave de diversos grupos, indentifique:
1 – Quais são os objetivos de curto e de longo prazo para a colaboração?
2 – Como os envolvidos saberão que as metas foram atingidas?
3 – Quais processos terão de ser estruturados para que o trabalho dê certo?
4 – Qual o papel e as responsabilidades de cada grupo?
5 – Qual será a periodicidade dos encontros? Quem é o responsável pelas reuniões?
6 – Como as decisões serão tomadas? Quais decisões precisam ser levadas a superiores? A quem?

Prepare-se para o inesperado
É rara a organização que não tem uma mudança de planos no meio do caminho e é rara a aliança que esclarece todas as duvidas. Para desenvolver uma parceria realmente boa, saiba como lidar com mudanças organizacionais no meio do caminho e com mal-entendidos. 

Dê tempo ao tempo
A última dica para desenvolver boas parcerias entre departamentos é simples, apesar de ser um desafio para muitos: dê tempo para que funcione. Os grupos devem ficar em contato para resolver tensões acumuladas, compartilhar melhores práticas, avaliar o progresso do trabalho e identificar oportunidades. Essas conexões constantes farão a aliança funcionar.

Fonte: CIO

O Cobit 5 está chegando!

O COBIT 5 será um grande avanço estratégico ao oferecer a próxima geração de guias e orientações da ISACA para Governança de TI das organizações. Com base nos mais de 15 anos de uso prático e aplicação do COBIT por muitas empresas e usuários das comunidades de negócios, TI, segurança e controle, o COBIT 5 será projetado para atender as atuais necessidades dos Stakeholders e alinhar com as mais recentes técnicas em governança corporativa e gerenciamento de TI.

Integrando Tudo

O COBIT 5 proverá um renovado framework de governança e gerenciamento organizações de TI, a partir do atualmente reconhecido e amplamente aceitoframework COBIT, mas integrando e fortalecendo todos os demais frameworks e guias da ISACA, tais como:

  • Board Briefing on IT Governance, 2nd Edition [1]
  • Business Model for Information Security™(BMIS™) [2]
  • IT Assurance Framework™ (ITAF™) [3]
  • Risk IT Framework [4]
  • Taking Governance Forward (in development)
  • Val IT™ Framework [5]

O COBIT 5 também se conectará aos maiores frameworks e padrões de mercado como: ITIL, ISO etc.

Plano de Trabalho

  • Aprovação do Projeto (completado)
  • Desenvolver a visão geral do framework COBIT 5.0 e validar com o mercado
  • Desenvolver os conteúdos para publicação COBIT 5.0
    • Workshop de desenvolvimento, Agosto/2010
    • Revisões de conteúdo por especialistas, Outubro 2010-Fevereiro/2011 (incluindo um projeto de exposição da publicação completa)
    • Audiência pública do esboço do projeto, Março-Abril/2011
    • Finalização do projeto do framework COBIT 5.0, Maio-Julho/2011
  • Preparação do material desenvolvido para publicação, Agosto-Setembro/2011

Documentos Disponíveis

COBIT 5 Update PowerPoint Presentation

COBIT 5 Key Audience Messages (for use in customizing the PPT)

Fonte: www.isaca-brasilia.org