Novos líderes para novos tempos

Mercado pede dinamismo, ousadia e criatividade por parte dos atuais e futuros gestores

As notícias apontam vários “apagões” para o ano 2012, entre eles, o de talentos no Brasil. Sim, é verdade, já estamos vivendo este momento, e a falta de lideranças é uma grande preocupação dos RHs das empresas dos mais diferentes segmentos. Acontece que liderar nos dias de hoje é completamente diferente do que se fazia há alguns anos. Em pouco tempo, tudo mudou – a dinâmica das operações, as culturas organizacionais e a velocidade com que as decisões são tomadas, tudo acontece muito rápido o tempo todo.

Segundo a pesquisa “Sonhos e pesadelos dos líderes empresariais brasileiros”, desenvolvida pela consultoria Empreenda e aplicada entre altos executivos do mercado, 71% dos entrevistados afirmam que suas empresas não dispõem de líderes na quantidade e qualidade necessárias para sustentar as estratégias traçadas em crescimento. Além disso, a pesquisa aponta outro ponto bastante curioso Quando questionados sobre seus principais sonhos, estes executivos apontaram que gostariam de ser líderes mais inspiradores, e desejam também ter condições para cuidar melhor da própria saúde e conquistar melhor qualidade de vida.

Se há alguns anos o líder contava com fortes hierarquias corporativas e exercia o autoritarismo como forma padrão para a liderança de suas equipes, hoje, a defesa por planos horizontais de hierarquia cresce a cada dia. Com muitos jovens da geração Y nas atuais equipes das empresas, antigas estruturas já não são mais aceitas e cargos são muito questionáveis. As equipes mais jovens buscam alguém em quem se espelhar e visualizar grande inspiração. Esta geração busca como exemplo um líder dinâmico, com boas ideias, aberto ao diálogo, sem medo de ousar e buscar novos caminhos. O mundo corporativo determina hoje a reinvenção e adaptação a todo momento, a toda prova.

As palavras de ordem hoje são compartilhamento e participação. Atualmente, os líderes que obtém sucesso com suas equipes são aqueles dispostos a oferecer autonomia aos liderados, aqueles que acreditam no potencial das pessoas e, com isso, cedem espaço para que elas se desenvolvam e aprendam no dia a dia das funções.

Com tantas atribuições para um cargo só e com um mercado em plena reinvenção, são muitos os desafios de empresas e profissionais na definição do verdadeiro papel do líder de hoje, e nos meios de formação destes profissionais — de forma que o acúmulo de funções não comprometa a qualidade de vida e as expectativas não despejem tanta cobrança na figura de uma pessoa só. As dicas sobre como delegar funções e acreditar na equipe devem se aplicar também a este profissional, foco de muita atenção nas empresas de hoje.

É um mundo novo, novas hierarquias, e muitos desafios.


Por Sandra Lucena Souto / Fonte: VocêRH 

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