Setor de BI deve crescer 14% no Brasil em 2010, prevê IDC

Pesquisa aponta que a maior demanda virá das empresas de finanças, manufatura, varejo, distribuição, governo e saúde

O BI (Business Intelligence) está na lista de prioridades das organizações na atualidade, por conta da necessidade dos gestores obterem dados analíticos para a tomada de decisões. E, de acordo com um recente relatório da consultoria IDC, em 2010 há uma expectativa que as receitas desse setor acompanhem um incremento de 14% no Brasil, se comparado ao último ano, quando o segmento faturou 251 milhões de dólares.

Ainda de acordo com o estudo, na América Latina, foram investidos cerca de 504 milhões de dólares em BI – com o mercado brasileiro representando quase 50% do setor. E, para este ano, existe uma expectativa de um aumento de 12% nas receitas.

Quanto ao perfil de empresas que mais investem nesse tipo de aplicação, a IDC prevê que para 2010 os principais projetos virão das áreas de finanças, manufatura, varejo, distribuição, governo e saúde.

No caso específico do mercado brasileiro, a consultoria destaca que parte da expansão do setor de business intelligence está atrelada à demanda das pequenas e médias empresas, as quais, até então, não utilizavam esse tipo de ferramenta. Por outro lado, a IDC destaca que a disseminação de soluções mais simples, sistemas flexíveis para processar as informações e um melhor controle dos dados foram fundamentais para o crescimento do setor.

Por fim, o estudo da IDC mostra que a implementação dos projetos de BI tem trazido resultados mensuráveis para as empresas, entre eles: redução de custos, melhoria nos processos, aumento da retenção de clientes, geração de relatórios em menos tempo e melhoria na gestão de riscos.

Fonte: Computerworld Brasil em 18 de maio de 2010

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17 comentários sobre “Setor de BI deve crescer 14% no Brasil em 2010, prevê IDC

  1. Após ler os diferentes e excelentes pontos de vistas anteriores ouso opinar sobre a pergunta lá de trás “Porque você acha que a “demanda” por BI cresce a cada dia?”

    Eu começo fazendo a seguinte pergunta : “Porque você acha que a demanda por informação cresce a cada dia?”

    Não seria a demanda por informação ? Estamos viciados a crucificar a tecnologia pelos problemas que ocorrem dentro das empresas, ao invés de evoluir e transformar quem as utilizou inadequadamente e fazer diferente. No nosso caso o jargão BI está implicitamente relacionado ao que ele propõe, que é responder à necessidade por informação. Esta necessidade por informação confiável que é a verdadeira demanda atualmente.

    Informação correta, no timing adequado, para a pessoa certa pode transformar a empresa.

    O mundo competitivo e capitalista que vivemos atualmente que desencadeia toda sorte de demanda e faz a máquina da economia girar.

    Eu acredito que estes orgãos como o Gartner, IDC não fazem previsões meramente subjetivas com juízo de valor ou por conspiração, pode ter certeza que tem um BI por traz dessa afirmação… 🙂

    Agora esta previsão tem o poder de influenciar ou não no comportamento das empresas ? Aí é o marketing do IDC utilizando de informações importantes e trabalhando para algum propósito…

    Saudações

  2. Na minha opinião, temos que separar necessidade de se ter informações para tomada de decisão, da necessidade de comprar um determinado produto de BI.
    A tomada de decisão vem se tornando uma atividade mais freqüente em todos os níveis das empresas, não somente no nível estratégico. Isso gera demanda para soluções nos níveis tático e operacional. Mesmo em tempos de crise, as empresas precisam refinar melhor as decisões que precisam tomar, o que gera demanda também.
    Todos os anos, BI é colocado como prioridade nas pesquisas e noticias divulgadas pela mídia especializada. Me parece chover no molhado.
    Para os grandes players de TI, BI era o único mercado onde não tinham abocanhado seu grande pedaço. Foram ao mercado nos últimos 2 anos e fizeram suas compras, centralizando-o. Quando nos deparamos com noticias ou pesquisas, temos sempre que avaliá-las considerando a abrangência do poder das grandes corporações em vender seus produtos.

  3. “8 – Utilizo o BI porque o meu vizinho esta usando e não quero perder o “Status” e passar por ignorante. ”

    Isso tem nome, Silvio: Modismo.

    Arthur, bastante pertinente seu comentário. A perspectiva está mudando realmente, houve um tempo onde as pessoas entravam em um site, e gostavam de ver aquele monte de coisa colorida pulando e piscando na tela. Hoje querem praticidade, pragmastismo, é preciso ir direto ao ponto, sem muita ‘firula’.

    Em uma recente pesquisa realizada sobre usabilidade, apontou que 17% das pessoas gostam de ter sua página inicial em branco.

    E a maior prova disso é o a Google. Se a interface fosse diferente, se o serviço não fosse tão direto e pontual, vocês acham que teriam tido tanto sucesso?

    Abrç

    Alvi
    http://negociosetecnologias.wordpress.com

    • Claro e Conciso em seu comentário Arthur! Concordo plenamente quando diz que é possível fazer uma ferramenta objetiva, simples e de resultados!

      Alvi, concordo em tudo que disse, sobre o modismo e sobre a objetividade das ferramentas de sucesso atuais… citaria como outro exemplo, além do Google, o Twitter: simples, prático e objetivo no que se propõe!

      Abraço a todos!

      Rafael Sá Oliveira
      https://rsobsb.wordpress.com
      http://twitter.com/rsobsb

  4. Eu percebo que existe uma grande diferença entre as aplicações atuais disponíveis na web que utilizam recursos web 2.0 (orkut, twitter, gmail, etc) e os aplicativos dos usuários no seu ambiente de trabalho.
    Há um desejo dos usuários para utilizarem softwares cada vez mais simples e isto poderá determinar o sucesso dos aplicativos dentro das empresas.
    Os líderes de software de BI tradicionais foram adquiridos por grandes fabricantes nos últimos anos. Estas empresas dificilmente irão mudar seu modelo de negócios que é baseado em grande volume de serviços, complexidade, alto custo e muito tempo de implementação.
    A demanda dos usuários por simplicidade está dividindo os softwares de BI inovadores dos tradicionais. É importante salientar que simples não é sinônimo de pequeno ou sem recursos. Trabalho com projetos de BI e acredito que as ferramentas inovadoras baseadas em simplicidade possam disponibilizar rapidamente informações relevantes aos negócios.

    Arthur Jalmusny
    http://www.yellowfin.com.br

  5. Darei minha visão como executivo e não como TI. Por que eu uso o BI:
    1 – Cansei de procurar informações em vários sistemas e ter que conciliá-las.
    2 – Cansei de procurar resposta e receber planilhas ou apresentações a Power Point, muitas vezes direcionadas ao entendimento de quem as produziu.
    3 – Cansei de ter uma consolidação trimestral de resultados e perceber que não atingimos as metas por falta de ajustes ”fino” na estratégia.
    4 – Uso o BI por que posso sentar na minha mesa, fechar a sala e com alguma “telas” ter visão da empresa.
    5 – O BI vai crescer por que será utilizada pela área de negocio. Até pouco tempo a área de negocio pagava a conta de TI e somente recebia o beneficio do back-office.
    6 – Utilizo o BI por que acabou com os conflitos no meu CRM entre Marketing e Comercial.
    7 – Implantei o BI para dar maior transparência aos acionistas e obter maior confiabilidade.
    8 – Utilizo o BI porque o meu vizinho esta usando e não quero perder o “Status” e passar por ignorante.
    Quando você tem um punhado de sal num copo de água você pode sentir o gosto e até ver o sal flutuando, mas este mesmo punhado numa caixa d´agua ele passa despercebido. Assim são os problemas, numa empresa pequena você consegue vê-lo numa planilha e ter uma tomada de decisão rapidamente, mas numa empresa média ou grande o problema fica diluído no meio de tantos controles somente aparecendo no resultado, cabendo a alta gerencia apenas tentar diminuir o prejuízo.
    Resumindo: Acredito que haverá maior investimento em BI simplesmente por que é um dos poucos sistemas que a “alta gerencia” ira realmente utilizar no seu “dia-a-dia”. Deixe que esta conta eu pago com prazer.

    Abraço a todos.

  6. Olá Rafael,

    talvez eu não tenha sido bem interpretada em alguns pontos.

    Eu acredito em BI, no seu crescimento e na sua relevância. Acredito que as grandes fábricas conseguem perceber tendências, investem, segmentam o mercado e lucram. Todo mundo no final acaba ganhando, sejam as grandes desenvolvedores, sejam as empresas que usam dessas novas filosofias e tendências.

    Não estou criticando ou condenando nenhuma inovação, ou empresa. O que eu defendo no entanto, é que precisamos ser racionais e percebermos como de fato as coisas são e como essas empresas manipulam o mercado em favor de si próprias.

    Defendo a relação beneficio x custo.
    Defendo que BI não é uma parafernalha computacional. Depende de recurso humano, de capacidade analítica.

    Porque não investem em metodologias de analises? Simplesmente porque isso não gera dinheiro o suficiente.

    Acredite, eu já vi gente usar uma planilha eletrônica pra resolver questões que muitos diriam impossível, sem uma boa suite de inteligência de negócios.

    Nós precisamos aprender a ser: simples, práticos e funcionais.

    PS.: Me permita discordar de uma afirmação sua :

    Não acredito no “O declínio das ERPs” , creio porém na saturação de mercado, por N motivos.

    Abrç a todos.

    Alvi

    • Concordo com sua análise… e se me permite um adendo: “O declínio das ERPs”, me referia ao mercado mesmo… nada contra a ferramenta… grandes empresas obtém grandes resultados com sua utilização, só acredito q ela é quase sempre é super-dimensionada, principalmente quando oferecida a pequenas e médias empresas.

      Alvi, se todos pudessem participar de discussões como esta, teríamos ótimos profissionais… o diálogo através do conteúdo é sempre revigorante; obrigado pela oportunidade!! 😉

      Abração!!!

      Rafael Sá Oliveira
      https://rsobsb.wordpress.com
      http://twitter.com/rsobsb

      • Mas é justamente para isso que estamos aqui.
        Precisamos incentivar o debate, tirar nossas conexões da inércia.

        Pra que dezenas de contatos, senão nos são úteis?

        =)

        Abrç

        Alvi

  7. A minha pergunta pode ter soado meio boba, visto que a resposta é meio óbvia. Será?

    Foi realmente a demanda das empresas que startou o processo de se tratar BI? Sim, claro que foi.

    No entanto, não foi a demanda das organizações que precisavam fazer análise de dados. Foram das Software house’s que já não tinham mais mercado para o ERP.

    Durante muito tempo as fabricas de software empurravam ERP’s complexos, que resolviam problemas que até então não existiam ( rss – velha piada sobre computação). Quem comprou não queria trocar (caro e de difícil implantação), quem ainda não tinha, estava cauteloso.

    Então o que fazer? Era preciso algo novo, que agregasse valor aos velhos e caros sistemas de retaguarda.

    Com muito investimento em marketing, designer arrojado, dinamismo, muito frufru e uma sopa de letrinhas caprichada, nasce o mundo de BI.

    Transformar necessidade em demanda é base dos modelos de negócios das grandes corporações do mundo de TI. Assim fazem, MS, Oracle, Google e tantas outras por ae… Foi assim com as linguagem de programação, com os ERP’s, e agora com BI.

    E nós, como adoramos uma cor, movimento e um modismo, sempre caímos como patinhos, pagando preços que no fundo não faz valer a relação beneficio x custo.

    Abrç a todos.

    Alvi

    • Muito interessante sua abordagem Alvi, concordo em partes com você… acho que as empresas não deram apenas o start na BI, acho que elas ainda ditam os rumos da BI incluindo as software House´s que as tratam… tentarei explicar melhor:

      O declínio das ERPs por conta da sua complexidade, do seu preço e da sua incapacidade de correlacionar os dados de clientes e mercados com os backstage services das organizações… tornaram as empresas mais espertas na hora de comprar suas ferramentas; elas não querem mais um Elefante Branco, querem um Ornitorrinco, não tão bonito quanto o Elefante rs, com pedaços de ERP para gerenciar clientes, com pedaços de ITIL para gerir serviços de TI, indicadores BSC para monitorar o desempenho de seus colaboradores, e etc… tudo claro ajustado caso a caso e de tal forma que agilize a tomada de decisões e agreguem valor não só ao negócio mas também ao ambiente corporativo de cada empresa. Ao contrário das ERPs, o tratamento de BI, se corretamente modelada para os negócios e necessidades de cada empresa, podem sim ser um grande diferencial… isso exige uma preparação maior das Software House´s para atender a demandas diversificadas, estas corretamente preparadas tem que arranjar novos clientes para ratear as despesas o que aquece ainda mais o mercado de BI… e a bola de neve só cresce, por isso acredito no crescimento proposto na matéria…

      mas acredito no crescimento do Business Intelligence realmente inteligente, e não como um nome envolto apenas em marketing e discursos pre decorados de venda… a ERP está aí pra nos dizer que essa tática não funciona tão bem rs mas como você disse Alvi, sempre tem gente que cai como um patinho =/

      Abraço a todos!

      Rafael Sá Oliveira
      https://rsobsb.wordpress.com
      http://twitter.com/rsobsb

    • Alvi,

      primeiramente vale salientar que a matéria foi escrita pela Computerworld Brasil… coube a mim apenas a divulgação; porém compartilho da mesma opinião deles e digo mais:

      Acho que vivemos num mundo entorpecido de informações, aproveitáveis e não aproveitáveis, e a necessidade de cruzar e analisar essas informações para realizar uma gestão empresarial eficiente é eminente. O interesse pelo Business Intelligence vem crescendo na medida em que sua utilização possibilita às corporações realizarem uma série de análises e projeções, a fim de agilizar os processos e tomadas de decisão.

      Grande Abraço,

      Rafael Sá Oliveira
      https://rsobsb.wordpress.com
      http://twitter.com/rsobsb

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