Certificação ambiental de data center será adaptada para o Brasil

As diretrizes Leed buscam economizar energia e reduzir a emissão de gases de efeito estufa, a partir de parâmetros como a disposição física dos servidores, disposição do ar condicionado e tecnologias alternativas

Um grupo de especialistas brasileiros está traduzindo e adaptando à realidade local as especificações da Certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), destinada a orientar a construção de edifícios e data centers sustentáveis do ponto de vista ambiental.

O documento cobre vários parâmetros, entre eles: a disposição física dos servidores – a distância entre eles e a metragem dos corredores; os materiais das paredes capazes de assegurar isolamento térmico (e menor necessidade de resfriamento); a distribuição dos aparelhos de ar-condicionado em áreas ou salas de menores dimensões; além de relacionar tecnologias alternativas como captação de energia solar, entre outras.

Segundo o gerente sênior da PriceWaterhouseCoopers no Brasil e especialista em eficiência em TI, Norberto Tomasini, a certificação Leed pode ser obtida nas categorias Golden ou Silver, de acordo com o nível de aderência do projeto. Depois de traduzida e adaptada, será oferecida a consultores e auditores no País, para que eles possam no futuro conferir os projetos de data center elegíveis ao selo.

Fazem parte do grupo de tradução da certificação, além da PriceWaterhouseCoopers, representantes do Ministério do Meio Ambiente, técnicos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), entre outros.

O trabalho já está sendo desenvolvido há um ano e Tomasini estima que sejam necessários outros 12 meses para sua conclusão. Entre as mudanças, o Brasil trabalha com uma taxa de conversão do total de watts consumido em carbono equivalente muito mais favorável do que a dos Estados Unidos, por ter uma matriz energética mais limpa, baseada em hidrelétricas, e não em termoelétricas (carvão). Ou seja, o mesmo watt consumido no País representa menos CO² do que no território norte-americano.

Apesar do tempo que ainda falta para o encerramento do trabalho de tradução, já há empresas brasileiras, segundo Tomasini, adotando parâmetros da certificação nos projetos de construção dos CPDs. Mais do que isso, ele acredita que muitos CPDs no País estariam atingindo a fase de esgotamento, na idade de 30 anos, em média, quando começaria um novo ciclo de reconstrução nos grandes usuários. “Não é preciso erguer um datacenter novo. Hoje, há muito bons fornecedores terceirizados com tecnologias novas, mais sustentáveis. E os novos padrões ambientais e de redução de energia podem estar previstos e definidos nos acordos de nível de serviço (SLA)”, diz.

Verônica Couto, especial para CIO Brasil Publicada em 16 de abril de 2010 às 08h00

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