Maioria das empresas falha na capacitação dos profissionais

Apesar do desenvolvimento das habilidades ser considerado fundamental para direcionar os resultados de negócio, 36% dos executivos consideram que as políticas falham por resistência a mudanças
Redação CIO Brasil – Publicada em 08 de março de 2010 às 12h45

Uma das três principais preocupações das empresas hoje é desenvolver as habilidades necessárias dos profissionais para que a organização atinja os resultados esperados de negócio, segundo 60% dos gestores consultados em um recente estudo global da consultoria McKinsey – que ouviu 1.440 executivos em todo o mundo. Apesar disso, só 25% dos entrevistados consideram que as políticas de capacitação de suas empresas pode ser considerada ‘extremamente ou muito eficiente’ para preparar as equipes a melhorar os resultados efetivos.

Alguns fatores justificam esse descompasso entre as expectativas das organizações e a dificuldade de capacitar os profissionais. Para 36% dos entrevistados, essa situação está diretamente relacionada à resistência das pessoas a mudanças, enquanto 35% apontaram para a falta de recursos e 34% citaram que não existe clareza em relação à visão e aos objetivos das organizações. Além disso, 30% afirmaram que os processos ou metodologias de treinamento são inconsistentes.

Além disso, a capacidade de liderança foi considerada pela maioria dos participantes como a habilidade que mais contribui para a performance da organização. Mas só 35% das empresas estão focadas nesse tema e apenas 36% dos entrevistados consideram que suas companhias têm hoje políticas para desenvolvimento de líderes melhores do que a dos concorrentes.

Outra conclusão da McKinsey é que 60% das empresas ainda mantêm o aprendizado prático, ou seja, aquele no qual o funcionário aprende no dia-a-dia como a principal forma de ensinar os profissionais a executar suas funções. E não mais de um terço delas utiliza outra metodologia para treinamento e capacitação das equipes de forma intensiva.

Avaliação de resultados

As companhias também erram na hora de medir o impacto do treinamento para a performance de negócios. Só 50% dos entrevistados disseram que suas empresas continuam focadas apenas no feedback e, dessas, 30% não utilizam qualquer outra métrica para a análise. Somado a isso, um terço dos respondentes não conhece o retorno sobre o investimento das ações de treinamento das companhias, em boa parte por conta do fato de suas próprias organizações ignorarem os resultados efetivos das ações.

Por fim, a McKinsey aponta que os executivos atuantes em companhias nas quais os treinamentos são citados como menos efetivos tendem a investir mais na capacitação dos líderes e menos nas equipes operacionais. Em contraste, as organizações com resultados mais efetivos são aquelas que investem boa parte dos recursos em capacitar os profissionais que estão em cargos mais baixos.

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